O ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, que chefiou o crime organizado em Mato Grosso, continuará por mais 360 dias na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande (MS). O pedido foi feito pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso (Sejusp) devido ao prazo de permanência do "Comendador" ter expirado no dia 29 de setembro passado.
Em Mato Grosso do Sul, Arcanjo está desde 2007. A transferência para o Estado vizinho se deu após a Operação Arrego, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, comprovar que o bandido continuava liderando o jogo do bicho dentro da Penitenciária Central de Cuiabá, no bairro Pascoal Ramos.
O entendimento da Sejusp-MT é de que a volta de Arcanjo ao Estado poderia causar uma instabilidade ao sistema, já que o ex-bicheiro é tido como "criminoso de alta periculosidade". De acordo com a pasta, não tanto por uma possível fuga de Arcanjo, mas pela grande articulação que ele ainda possuiria, sua volta não seria "bem-vinda".
Condenação
João Arcanjo Ribeiro foi condenado a 19 anos e 4 meses de prisão, por crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha, sonegação fiscal e contrabando.
Ele ainda já foi condenado a enfrentar quatro júris populares, por oito assassinatos, mas ainda não foi julgado por nenhum dos crimes contra a vida, por conta dos recursos que utiliza para protelar os júris.
Relembre o caso
João Arcanjo Ribeiro, ex-policial civil, era o líder do crime organizado em Mato Grosso. O título de "Comendador" foi recebido por ele através da Assembleia Legislativa.
Acusado de ser o principal bicheiro de Mato Grosso, de ter sonegado mais de R$ 840 milhões em impostos e de ser o mandante do assassinato do jornalista Domingos Sávio Brandão de Lima Júnior, então dono do jornal Folha do Estado, em 2003, o mafioso foi preso no Uruguai.
Após um acordo de extradição entre os dois países, o Comendador voltou ao Brasil. Em dezembro do mesmo ano, foi condenado a 37 anos de prisão por formação de organização criminosa, crime contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.
Em 2007, após ser deflagrada a Operação Arrego, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, Arcanjo foi transferido para a Penitenciária de Segurança Máxima Federal de Campo Grande (MS).
A operação comprovou que ele continuava liderando o jogo do bicho de dentro a Penitenciária Central de Cuiabá, no bairro Pascoal Ramos.
Midia News
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Silval mandar cortar R$ 100 milhões em gastos públicos
O Governo do Estado anunciou um corte de R$ 100 milhões nos gastos públicos, com enxugamento da máquina, para encerrar o quadriênio no "azul" e dentro do que prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O governador reeleito Silval Barbosa se reuniu, na tarde desta terça-feira (5), com o secretariado para discutir a forma como será feita a redução nos gastos.
"A situação financeira do Estado está equilibrada, mas existe uma dificuldade orçamentária, devido à impossibilidade de 'fabricar' o orçamento. Sendo assim, se faz necessária a adoção de medidas duras", disse o secretário-chede da Casa Civil, Eder Moraes, porta-voz do governador.
Segundo ele, muitos confundem a não entrada de recursos do Governo Federal com déficit no Estado. "Em alguns momentos, tivemos um fluxo de caixa inadequado, uma vez que não entraram recursos do Governo Federal previstos no orçamento, e o Estado teve que se sustentar exclusivamente com receitas próprias. Confundem a não entrada de R$ 500 milhões com um déficit. Se entrarem todos os recursos previstos, o Estado chega ao final do ano com superávit", afirmou Moraes.
De acordo com o secretário, a partir desta quarta-feira (6), a área sistêmica do Palácio Paiaguás irá se reunir, todos os dias, para realizar um estudo, que deverá ser entregue ao governador Silval Barbosa. Segundo Éder Moraes, cada secretaria deverá apresentar um planejamento de corte de gastos. O estudo deverá ser concluído com 15 dias e caberá ao governador tomar as decisões.
Midia News
"A situação financeira do Estado está equilibrada, mas existe uma dificuldade orçamentária, devido à impossibilidade de 'fabricar' o orçamento. Sendo assim, se faz necessária a adoção de medidas duras", disse o secretário-chede da Casa Civil, Eder Moraes, porta-voz do governador.
Segundo ele, muitos confundem a não entrada de recursos do Governo Federal com déficit no Estado. "Em alguns momentos, tivemos um fluxo de caixa inadequado, uma vez que não entraram recursos do Governo Federal previstos no orçamento, e o Estado teve que se sustentar exclusivamente com receitas próprias. Confundem a não entrada de R$ 500 milhões com um déficit. Se entrarem todos os recursos previstos, o Estado chega ao final do ano com superávit", afirmou Moraes.
De acordo com o secretário, a partir desta quarta-feira (6), a área sistêmica do Palácio Paiaguás irá se reunir, todos os dias, para realizar um estudo, que deverá ser entregue ao governador Silval Barbosa. Segundo Éder Moraes, cada secretaria deverá apresentar um planejamento de corte de gastos. O estudo deverá ser concluído com 15 dias e caberá ao governador tomar as decisões.
Midia News
terça-feira, 5 de outubro de 2010
MPF aciona Homero para devolução de R$ 1 mi
O MPF (Ministério Público Federa) no Mato Grosso ajuizou na semana passada mais uma ação contra o deputado federal Homero Pereira (PR) e o ex-superintendente do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), Antônio Carlos Carvalho de Souza, pedindo a devolução de R$ 1,13 milhão das obras de construção da sede regional da agência em Cuiabá.
Na ação, ministério ainda aciona ainda Jorge Antônio Pires de Miranda, presidente da Concremax Concreto Eng. e Saneamento LTDA, empresa que fora responsável pelo andamento dos serviços.
Fraude foi revelada após análise da Controladoria Geral da União (CGU) encomendada pela Caixa Econômica Federal (CEF), que constou sobrepreço de mais de 30% em itens que vão desde as fundações, como tubulações, revestimento de pisos e paredes da construção.
Segundo as procuradoras responsáveis pelo caso, mesmo depois de notificados pela CEF e pela CGU para desfazer a situação irregular, os dirigentes do Senar e da empresa Concremax não tomaram as providências.
Na época em que foram cometidas as irregularidades Homero Pereira e Antônio de Sousa eram ocupavam o cargo de presidente e encarregado pelo fundo orçamentário do Senar, respectivamente.
Folha do Estado
Sanecap investiga existência de fraude
O diretor-presidente da Sanecap (Companhia de Saneamento da Capital), Carlos Roberto da Costa, o Nezinho, disse hoje que abriu um processo de sindicância administrativa para averiguar denúncia de suposta fraude na autarquia.
Nezinho afirma que foi designado um grupo de cinco funcionários da agência, liderado pelo o assessor jurídico Erick Leite, para conduzir as investigações. Entre as condutas, inclui entrevistas com os envolvidos, análise de documentação e visitas ao local de distribuição de água.
Caso veio a tona na última quinta-feira (30) quando o vereador Toninho de Souza (PDT) denunciou, durante sessão na Câmara de Cuiabá, a existência de suposta fraude, denominada de “máfia da seca”.
O pedetista disse que fora procurado no inicio da semana passada por um funcionário da Sanecap, que revelou nomes de pessoas, responsáveis pela abertura de registros, envolvidas em um esquema com empresas que comercializam água em caminhões pipas.
Conforme o diretor da autarquia, processo de investigação deve ser concluído nos próximos 15 dias. “Se for detectada alguma irregularidade, os culpados receberão penalidade máxima”, disse.
Nezinho disse ainda investigações já foram comunicadas aos componentes da Câmara para que acompanhem a apuração dos autos. "Queremos que todos participem e que saibam o que está acontecendo. Erros acontecem, mas erro proposital é crime e os culpados pagarão por isso", finalizou.
Folha do Estado
Riva fala sobre os 93 mil votos e "cutuca" Mauro Mendes
O deputado estadual José Riva (PP), campeão de votos e reeleito com 93.594 votos, atribuiu sua vitória à dedicação e ao trabalho que desenvolve em suas bases políticas. Apesar de sair fortalecido, pois aumentou seu desempenho em relação à 2006, Riva garantiu que não disputa novamente o cargo. Ele entra em seu quinto mandato de deputado estadual.
"Essa é a minha última eleição a deputado estadual. Acho que chegou o momento de se fechar um ciclo e não tenho nenhum interesse de ser candidato novamente ao cargo. Se construir outro projeto, ótimo! Se não construir, saio da política", declarou Riva ao MidiaNews.
Questionado sobre qual cargo eletivo ele teria interesse em pleitear, José Riva afirmou que ainda "é cedo" para analisar essa situação. Nós últimos anos, o progressista demonstrou o interesse de disputar uma cadeira ao Senado Federal, mas várias situações fizeram com que ele optasse pela reeleição.
Nestas eleições, ele chegou a ser cogitado para a disputa ao governo, inclusive com apoio de Blairo Maggi (PR), Silval Barbosa (PMDB) e Jaime Campos (DEM).
"Não dá para dizer o que eu vou disputar, depende muito daquilo que darei conta de construir daqui para a frente", afirmou.
Uma das principais lideranças políticas do partido, Riva avaliou que o PP teve um desempenho "excelente", atingindo as metas e previsões feitas.
Os progressistas esperavam eleger de cinco a seis estaduais, mas acabou levando cinco vagas. Na disputa a federal, Riva ainda espera conquistar a segunda vaga, com a definição da candidatura do Pedro Henry, que está sub judice. Mesmo sem os votos de Henry, uma vaga é do PP, que está com Eliene Lima.
"Meu entendimento é no sentido do PP eleger dois federais com a contabilização dos votos do Pedro Henry, o que não foi feito por ele estar com a candidatura "sub judice". Acredito que o Henry vai reverter essa situação, pois ele não tem condenação e, a que tem, está sobre efeito suspensivo", analisou Riva.
Silval: "humildade contra arrogância"
Sobre a reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB), que conquistou 51,21% dos votos válidos, vencendo no primeiro turno Mauro Mendes (PSB), Riva pontuou que foi a vitória da "humildade contra a arrogância".
"Silval venceu a arrogância. O Mauro estava sendo muito arrogante. Silval foi uma pessoa muito humilde e tranqüilo, até mesmo quando era provocado. Por isso, venceu a campanha mais limpa, com mais propostas, mais idéias e soluções para Mato Grosso", destacou.
Ainda ao analisar a vitória de Silval, o deputado constatou que Mauro Mendes perdeu muito tempo de sua campanha fazendo ataques. "Assisti a gravação de um comício do Mauro e não tinha nenhuma proposta. A fala inteira dele era atacando o Silval. Difícil achar a verdadeira razão na política, mas as pessoas não aceitam mais esse tipo de campanha", analisou.
Elogio a Maggi
Quanto à eleição do ex-governador Blairo Maggi (PR) ao Senado Federal, Riva disse que seria uma "grande injustiça" se ele não se elegesse desta maneira. "Foi uma vitória maiúscula, resultado do trabalho e da dedicação que ele teve como governador", disse, destacando o empenho de Maggi na campanha eleitoral.
"O governador Maggi andou muito pelo Estado, colocou o pé na estada, foi correr atrás do voto e, em nenhum momento, se acomodou. Foi a vitória do trabalalho, com uma marca histórica, com mais de 1 milhão de votos. Saua campanha foi muito bem feita", disse.
O parlamentar ressaltou que, em todos os municípios que visitou nos últimos anos, viu o trabalho da gestão Maggi. "A gente notou que o trabalho dele chegou na ‘ponta', nos municípios e na vida das pessoas. Em todas as cidades que a gente ia, podíamos falar de boca cheia do Maggi, pois ele sempre tinha trabalho prestado, que ajudou a melhorar a vida das pessoas", destacou.
Mesa Diretora
Perguntado sobre como se posicionaria para a próxima eleição da Mesa Diretora, Riva afirmou que ainda aguardará a definição da situação dos candidatos que não tiveram os votos computados, devido as candidaturas estarem "sub judice".
"Não pensei nisso. Acho que é muito cedo. Esse quadro dos eleitos pode ainda mudar, vamos analisar as mudanças que vão ter nessa formação e, dependendo do que acontecer, vamos nos posicionar", declarou.
Riva também falou sobre sua situação jurídica, já que enfrenta condenação em processo por compra de voto, julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso. Ele teve seu diploma cassado e elegeu-se agora novamente.
A respeito do assunto, Riva se mostrou otimista. "Vou enfrentar essa situação e mostrar a realidade sobre o fato; não tenho nada do que fugir. Vejo grande perspectiva de sairmos vencedores nessa batalha. Tenho muita convicção de que vamos sair dessa", afirmou.
Midia News
Crimes eleitorais ameaçam vários eleitos em Mato Grosso
Um trabalho em conjunto da Polícia Civil e Policia Militar de Poconé em combate a corrupção eleitoral prenderam neste ultimo domingo (3) várias pessoas em flagrante delito na prática de crimes eleitorais. As pessoas detidas foram supostamente acusadas de estarem aliciando o leitor, efetuando a compra de votos na cidade de Poconé em prol de alguns candidatos, isto é, a realização da pratica de boca de urna. Veja o resumo das detenções em Poconé:
Na tarde deste ultimo domingo a Policia Militar prendeu um cabo Eleitoral em flagrante por prática de Boca de Urna em favor do candidato a Deputado Estadual Chico Curvo, o mesmo foi encaminhado para o cadeião eleitoral no Ginásio Guido Silva. Outro cabo eleitoral que também foi preso realizando boca de urna em favor do candidato a Deputado Estadual Dr. Antonio.
O Vereador João Bosco (PMDB) também foi detido neste ultimo domingo, segundo informações da policia, com o vereador foi encontrado vários cartazes do candidato a Deputado Estadual Maksues Leite e um Cheque no Valor de R$ 5.610,00 em nome do Candidato: ELEIÇÕES 2010 - Maksues Leite.
O Secretário de Agricultura de Poconé, Tatá Amaral, também foi detido no dia da Eleição. Tatá foi detido após denuncia de compra de votos na região do Bairro João Godofredo e Bom Pastor. Com o secretário foram encontrados: Panfletos dos Candidatos João Malheiros e Homero Pereira; Uma lista com nome de varias pessoas; uma lista de Materiais de Construção; uma outra lista contendo nomes e valores de pagamento; um Cheque no valor de R$ 7.000,00; um Cheque no Valor de R$ 25.000,00; Um cheque no valor de R$ 8.000,00 e mais R$ 107,00 em Dinheiro.
Outro detido por suposto crime eleitoral na cidade de Poconé, foi o ex candidato a vereador derrotado na ultima eleição, Paulino Luis de Barros. Com Paulino a Policia aprendeu: vários santinhos em nome dos candidatos a Deputado Estadual Dr Wallace e da candidata a Deputada Federal Jacqueline Guimarães; Em dinheiro vivo a quantia de R$ 2.500,00, sendo que R$ 1.500,000 em cédulas de R$ 20,00 e o restante em cédulas de R$ 50,00. Paulino continua preso na Delegacia de Policia de Poconé e está a disposição da Justiça Eleitoral da cidade de Poconé.
Segundo o Delegado de Policia de Poconé, ser for comprovado o crime eleitoral, os acusados deverão ser indiciados por corrupção eleitoral ativa, tipificado no art. 299 da Lei 4737/65 do Código Eleitoral, a qual prevê pena de reclusão de até quatro anos a quem cometer a conduta de “dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção,ainda que a oferta não seja aceita”.
24Horas News
Na tarde deste ultimo domingo a Policia Militar prendeu um cabo Eleitoral em flagrante por prática de Boca de Urna em favor do candidato a Deputado Estadual Chico Curvo, o mesmo foi encaminhado para o cadeião eleitoral no Ginásio Guido Silva. Outro cabo eleitoral que também foi preso realizando boca de urna em favor do candidato a Deputado Estadual Dr. Antonio.
O Vereador João Bosco (PMDB) também foi detido neste ultimo domingo, segundo informações da policia, com o vereador foi encontrado vários cartazes do candidato a Deputado Estadual Maksues Leite e um Cheque no Valor de R$ 5.610,00 em nome do Candidato: ELEIÇÕES 2010 - Maksues Leite.
O Secretário de Agricultura de Poconé, Tatá Amaral, também foi detido no dia da Eleição. Tatá foi detido após denuncia de compra de votos na região do Bairro João Godofredo e Bom Pastor. Com o secretário foram encontrados: Panfletos dos Candidatos João Malheiros e Homero Pereira; Uma lista com nome de varias pessoas; uma lista de Materiais de Construção; uma outra lista contendo nomes e valores de pagamento; um Cheque no valor de R$ 7.000,00; um Cheque no Valor de R$ 25.000,00; Um cheque no valor de R$ 8.000,00 e mais R$ 107,00 em Dinheiro.
Outro detido por suposto crime eleitoral na cidade de Poconé, foi o ex candidato a vereador derrotado na ultima eleição, Paulino Luis de Barros. Com Paulino a Policia aprendeu: vários santinhos em nome dos candidatos a Deputado Estadual Dr Wallace e da candidata a Deputada Federal Jacqueline Guimarães; Em dinheiro vivo a quantia de R$ 2.500,00, sendo que R$ 1.500,000 em cédulas de R$ 20,00 e o restante em cédulas de R$ 50,00. Paulino continua preso na Delegacia de Policia de Poconé e está a disposição da Justiça Eleitoral da cidade de Poconé.
Segundo o Delegado de Policia de Poconé, ser for comprovado o crime eleitoral, os acusados deverão ser indiciados por corrupção eleitoral ativa, tipificado no art. 299 da Lei 4737/65 do Código Eleitoral, a qual prevê pena de reclusão de até quatro anos a quem cometer a conduta de “dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção,ainda que a oferta não seja aceita”.
24Horas News
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Dilma e Serra decidirão eleição para presidente no segundo turno
A eleição presidencial será decidida em segundo turno entre os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), de acordo com os números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com 95,01% das urnas apuradas, na noite deste domingo (3), a petista tinha 46,28% dos votos válidos (sem considerar votos brancos e nulos) contra 32,88% do tucano.
A quantidade de votos a ser apurada não é suficiente para Dilma vencer no primeiro turno. Para se eleger em primeiro turno, um candidato precisa obter mais da metade dos votos.
De acordo com o TSE, com 95.01 % das urnas apuradas, Marina Silva, do PV, registrava 19,67% dos votos válidos, e Plínio de Arruda Sampaio, 0,89% - confira os números da votação.
Os eleitores terão que voltar às urnas no próximo dia 31 de outubro para decidir entre Dilma e Serra. O início da propaganda eleitoral do segundo turno no rádio e na TV está previsto para se iniciar na próxima terça-feira (5).
A candidata Dilma Vana Rousseff, 62 anos, é ex-ministra da Casa Civil. Na campanha eleitoral, contou com o engajamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo governo registrou recordes de aprovação – na última pesquisa Ibope, a avaliação positiva do governo alcançava 77%. Lula participou de vários comícios e declarou repetidamente o apoio à candidata, o que inclusive rendeu a ele multas por propaganda eleitoral antecipada.
Ela nasceu em 14 de dezembro de 1947 em Belo Horizonte (MG). No regime militar, atuou em organizações de esquerda clandestinas, foi presa e torturada. Filiou-se ao PT em 2001, após ter deixado o PDT. Formada em economia, Dilma foi secretária de estado no Rio Grande do Sul. Em 2005, sucedeu José Dirceu na Casa Civil, que deixou o cargo após denúncia de envolvimento no caso chamado mensalão, em que parlamentares teriam recebido dinheiro para votar a favor de projetos do governo.
Antes de tornar-se candidata, Dilma revelou que estava se submetendo a um tratamento contra um linfoma, câncer no sistema linfático, mas disse que já estar curada.
José Serra, de 68 anos, foi deputado federal, senador, ministro da Saúde e do Planejamento, prefeito de São Paulo e governador do estado.
Durante a campanha, afirmou que é mais preparado e experiente do que Dilma para assumir o cargo de presidente. Não criticou o presidente Lula, e disse que, se eleito, manterá os progressos obtidos pelo atual governo. Defendeu, no entanto, que as políticas sociais de sucesso foram iniciadas durante o governo FHC, antecessor de Lula.
José Serra nasceu em 19 de março de 1942 na capital paulista, é casado e tem dois filhos. É formado em economia e engenharia. Iniciou a vida política no movimento estudantil. Foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Durante o regime militar, passou 13 anos no exílio. Ajudou a fundar o PSDB no final da década de 80.
G1
Com 95,01% das urnas apuradas, na noite deste domingo (3), a petista tinha 46,28% dos votos válidos (sem considerar votos brancos e nulos) contra 32,88% do tucano.
A quantidade de votos a ser apurada não é suficiente para Dilma vencer no primeiro turno. Para se eleger em primeiro turno, um candidato precisa obter mais da metade dos votos.
De acordo com o TSE, com 95.01 % das urnas apuradas, Marina Silva, do PV, registrava 19,67% dos votos válidos, e Plínio de Arruda Sampaio, 0,89% - confira os números da votação.
Os eleitores terão que voltar às urnas no próximo dia 31 de outubro para decidir entre Dilma e Serra. O início da propaganda eleitoral do segundo turno no rádio e na TV está previsto para se iniciar na próxima terça-feira (5).
A candidata Dilma Vana Rousseff, 62 anos, é ex-ministra da Casa Civil. Na campanha eleitoral, contou com o engajamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo governo registrou recordes de aprovação – na última pesquisa Ibope, a avaliação positiva do governo alcançava 77%. Lula participou de vários comícios e declarou repetidamente o apoio à candidata, o que inclusive rendeu a ele multas por propaganda eleitoral antecipada.
Ela nasceu em 14 de dezembro de 1947 em Belo Horizonte (MG). No regime militar, atuou em organizações de esquerda clandestinas, foi presa e torturada. Filiou-se ao PT em 2001, após ter deixado o PDT. Formada em economia, Dilma foi secretária de estado no Rio Grande do Sul. Em 2005, sucedeu José Dirceu na Casa Civil, que deixou o cargo após denúncia de envolvimento no caso chamado mensalão, em que parlamentares teriam recebido dinheiro para votar a favor de projetos do governo.
Antes de tornar-se candidata, Dilma revelou que estava se submetendo a um tratamento contra um linfoma, câncer no sistema linfático, mas disse que já estar curada.
José Serra, de 68 anos, foi deputado federal, senador, ministro da Saúde e do Planejamento, prefeito de São Paulo e governador do estado.
Durante a campanha, afirmou que é mais preparado e experiente do que Dilma para assumir o cargo de presidente. Não criticou o presidente Lula, e disse que, se eleito, manterá os progressos obtidos pelo atual governo. Defendeu, no entanto, que as políticas sociais de sucesso foram iniciadas durante o governo FHC, antecessor de Lula.
José Serra nasceu em 19 de março de 1942 na capital paulista, é casado e tem dois filhos. É formado em economia e engenharia. Iniciou a vida política no movimento estudantil. Foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Durante o regime militar, passou 13 anos no exílio. Ajudou a fundar o PSDB no final da década de 80.
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